MEMÓRIAS COMPARTILHADAS
Para minha irmã, Andressa, que me provocou estas palavras. Minha irmã mais velha — muito mais velha do que eu — completou 31 anos no último dia 25 de fevereiro, enquanto eu, no auge da minha juventude, ostento o frescor dos meus 27 anos. A distância entre as idades é, obviamente, muito mais um delírio meu (alimentado pelo fato de que, quando eu cursava o começo do ensino médio, ela já caminhava para o fim da faculdade de Pedagogia) do que uma realidade fática. Essa minha irmã sempre teve muito gosto pelos aniversários, inclusive pelos dela — algo que ela nunca ocultou, mas, ao revés, revelou com gosto aos quatro ventos. A vida é mesmo para ser celebrada, bem sabemos. E, recentemente, reaprendemos a importância do hoje, do agora, do quando, do tempo em que se é, do presente do indicativo, do gerúndio, do que se faz, do que se está fazendo... Da vida vivida em conjunto, da vida vivida no individual — da vida. O luto é uma batalha silenciosa que, se nos faz não querer mais ver a c...