PLATÔNICO
Dar-te-ia minhas mãos sem medo se as quisesses
Dar-te-ia o significado das minhas mãos nas tuas
Dar-te-ia meu olhar, que pousaria em ti como, no mar, a lua
Dar-te-ia o encontro do meu rosto no teu
Dar-te-ia palavras que ninguém conheceu
Dar-te-ia momentos
Dar-me-ia a ti, se quisesses
Doação incondicionada
Integral
Dar-me-ia em sonhos e, se pudesse,
Sonharia contigo
Dar-me-ia em beijos e, quem sabe,
Seria teu abrigo
Dar-me-ia em poesia, em expressão artística
E, nessa minha fantasia, seria tua atração turística.
Visitar-me-ia religiosamente
Esperar-te-ia qual portas abertas
Qual mãe paciente à espera do filho
Faria da espera o meu estribilho
Qual braços abertos carente de abraços
Qual corpos inquietos à espera do laço
Qual poesia, tal qual euforia
Esperar-te-ia.
Seria tua praia
Tua biblioteca
Tua viagem
Tua permanência
Tua companhia
Ouvidos para tuas palavras
O que tu quisesses
Teu sol
Tua lua
Tua casa
Tua rua...
Dar-te-ia o significado das minhas mãos nas tuas
Dar-te-ia meu olhar, que pousaria em ti como, no mar, a lua
Dar-te-ia o encontro do meu rosto no teu
Dar-te-ia palavras que ninguém conheceu
Dar-te-ia momentos
Dar-me-ia a ti, se quisesses
Doação incondicionada
Integral
Dar-me-ia em sonhos e, se pudesse,
Sonharia contigo
Dar-me-ia em beijos e, quem sabe,
Seria teu abrigo
Dar-me-ia em poesia, em expressão artística
E, nessa minha fantasia, seria tua atração turística.
Visitar-me-ia religiosamente
Esperar-te-ia qual portas abertas
Qual mãe paciente à espera do filho
Faria da espera o meu estribilho
Qual braços abertos carente de abraços
Qual corpos inquietos à espera do laço
Qual poesia, tal qual euforia
Esperar-te-ia.
Seria tua praia
Tua biblioteca
Tua viagem
Tua permanência
Tua companhia
Ouvidos para tuas palavras
O que tu quisesses
Teu sol
Tua lua
Tua casa
Tua rua...
Não fujas assim.
És, sim, um sonho
És, sim, beleza
E esta tristeza não cabe em mim.
Querer-te sem ter-te
Olhar-te sem ver-te
E o sangue já verte
Derrama-se sem fim.
Eu, todo platônico,
Distante, atônito.
E não há, neste mundo, quem se compadeça de mim.
És, sim, um sonho
És, sim, beleza
E esta tristeza não cabe em mim.
Querer-te sem ter-te
Olhar-te sem ver-te
E o sangue já verte
Derrama-se sem fim.
Eu, todo platônico,
Distante, atônito.
E não há, neste mundo, quem se compadeça de mim.
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