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DESTAQUE

EL AMOR TRANSCIENDE LA LENGUA

El amor transciende la Lengua Por eso, yo lo digo en español Para que sepas que él no se limita.
¿Dónde el amor se sitúa? ¿En las casas? ¿En las calles? ¿En la luna? ¿O en las venas? En la sangre En las muñecas En las pulsaciones En los corazones En el aire En nosotros todos El amor es universal Es sal Es sabor A veces, dolor Color Sudor
El amor… Es violento Es de pronto Es poco a poco Es la sanidad del loco Y la locura del hombre bueno
Es esta cosa que a veces rima A veces no El amor es libre, te digo yo Como estos versos Venas de la sensación sangrando sentimiento Regando corazones Pulsando sensaciones Creando canciones Superando la lengua originaria
Yo te amo Y podría decirlo en portugués Pero, tal vez, no entenderías lo que haces con mi lengua: Haces romper las fronteras Y ser de la Tierra entera Ser la lengua más caliente
Yo lo digo en español para que sepas Que a mí me gustas tu El gusto es más que “love” El gusto es más que “gosto” El amor es amar Y gustar es amor Eso te digo yo
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VOLÚPIA

O que há de humano em mim, deseja o corpo deseja a forma as voltas as cores e os traços. Porque o corpo é a materialização da vida a casa do pensamento do sonho de outro corpo recebido, visitado de outro corpo requisitado desejado amado quase adorado porque quase divino. Porque o corpo, suntuoso, insinua-se e a carne, tão macia, põe-se nua nos quartos nos cantos na rua de tal modo que outro corpo também se desmonta

EXISTENCIALISTA

Então é isto a vida?
Nascer e morrer cotidianamente até que venha a morte definitiva?
Dormir e acordar assim como o dia, que nasce e se põe?
É estar condicionado às horas e andar ao ritmo do tic-tac dos relógios?
Trata-se de encontrar uma nova maneira de se estar cego a cada ano?
Ou mês?
Ou dia?
É ter a fantasia de ser algo daqui a um tempo?
Desejar o futuro com a força de quem não sabe que deseja a morte?
É ser criado por um Deus e inventar seus próprios deuses para suportar os dias?
É isto a vida?
Isto que me rodeia?
Vento
Cadeiras
Mesas
Árvores
Tempo
Motores
Pessoas
Odores
Insetos
Cães, gatos, galos, ratos e quem sabe mais o quê?
É crer-se o centro ou a periferia da coisa?
É adular-se ou detestar-se ou crer-se detestado?
É a busca incessante pelo amor que nunca basta, que precisa de mais presença, de mais força?
Acordar cedo, comer às pressas, trocar-se como quem reinventa a pele
E, de modo célere, sair às ruas
Ir às roças ou aos prédios
Em busca do pão de cada dia?
Ou do “não” de…

Angústia

Angústia queimando meu peito
A rústica sensação de que não há jeito
Queimando o coração
Fazendo avesso o direito
Angustiando as horas

Todas as coisas e suas demoras
Tudo dói
Todos os sonhos, histórias, memórias
Tudo se foi
Ou vai
Ou fica

Angustia, augusta angústia!
Come minha vontade de viver
Come a saudade, faz esquecer
Que há um amanhã
Depois de hoje
Faz esquecer de que há um hoje
Devora a hora
Dói de agora em diante
Eterniza o sofrer no instante
Preenche o vazio
Esvazia ainda mais!

Faz-me rio sem mar
Faz-me templo sem paz
Profana-me!

Angústia: o sufoco.
Angústia: a falta de ar.
Angústia: pareço louco.
Angústia: dedos na jugular.

Angústia queima
Angústia revira

Angústia,
Por que vive em mim?

Necessidades

Não basta estar vivo:
é preciso viver,
sentir, saber...
É preciso arriscar,
tremer, chorar,
sorrir, cantar.
É preciso sofrer
para ver como é superar a dor,
é preciso correr para os braços de quem for,
é preciso abraço,
é preciso amasso,
corpos conexos,
é preciso sexo,
é preciso amor!

SAUDOSISMO

Aquele era o tempo da sede de nada
Em que eu observava o chão e a enxada
Que o trabalhador empunhava como se fosse uma espada
E cravava na terra até mesmo sem saber o motivo do gesto
E eu buscava o sentido dos atos, mas não encontrava.

Aquele era o tempo dos pés descalços
Abraçando a poeira, evitando os percalços
Sonhando sozinhos, desbravando caminhos
E eu na janela, como ela parado
Por dois mundos cercado
Olhando, pensando e esquecendo
E os mundos me vendo e eu nem notando.

Era o tempo dos silêncios que diziam
Dos olhares que acolhiam
E das palavras que eu dizia sem saber os significados
Porque as palavras não significavam mais que o nome que tinham
Porque as dores não doíam para sempre nos machucados
E os horizontes não se escondiam: se abriam
E sorriam tocando o fundo de mim.

Era o tempo da conversa na rua e eu dentro de casa
Da cabeça na lua e da esperança por asa
Da alma nua e da vida em brasa
Do futuro mais perto do que o presente de agora
E do sonho tão perto que parecia reali…

EU GIRASSOL

Como crianças atrás das pipas, corro atrás das melodias. Persigo as belezas poéticas que nascem dos fatos cotidianos e teço, com o que encontro, minhas alegrias e visto-me de novidade, teço-me numa nova idade e afasto-me do cansaço dos anos, dos enganos e aproximo-me de um eu não meu, mas lírico voz do poema, voz do poeta, voz do sonho mais idílico numa procura e perseguição constante ao inalcançável que corre na lágrima do rosto, lágrima que não se aguenta e que também tenta, saltada dos olhos, alcançar a beleza que ornamenta o mundo, que encanta o homem que nos toca ao fundo, que é chama que nos consome. Como os que correm atrás de pipa correm atrás das pipas, corro atrás das coisas bonitas, das coisas esquisitas, das coisas que espantam. Minha alma pequena persegue aquilo que canta e, nos cantos, se esconde para chorar, se esconde para cantar, para contemplar esconde-se para ser bonita também e perseguir, aflita, aquilo que acredita e tornar-se perseguidora de sonhos, construtora de sonhos, en…