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Por ser quem sou, não consigo ser outro, senão eu.

Por ser quem sou, não consigo ser outro, senão eu.
Por ser eu, não consigo fingir algo que não é meu.
Por ser meu, não consigo esconder a loucura que a mim me deu.
Por ser louco, não posso ser o pouco que esperam de mim.
Por ser assim, sou contrário a tudo, ando na contramão do mundo – mas tenho um coração feliz.
A felicidade, a minha, é enxergar onde ninguém vê,
sentir onde ninguém sente,
ser gente onde são mentiras,
fazer o que ninguém quis e
ouvir coisas que ninguém diz
– liberdade que me invade e de tudo me desprende:

se vivo, é para mim – não para quem não me entende.

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