Qual a origem da poesia? Não sei ao certo. O pouco que dela sei é que, antes de habitar a carne das palavras, habita o suporte de minha alma.
Desconfiança
Gerar link
Facebook
X
Pinterest
E-mail
Outros aplicativos
Ando desconfiado das pessoas otimistas: não sei se é com o diabo, mas que têm pacto com alguma coisa, têm. Há quem diga que fecham com a vida, mas discordo: o que fecham, são os olhos.
Desconfio da eficácia do pensamento positivo todo o tempo. Acho que está relacionado à ingenuidade que, aliás, não vejo como cativante, mas como cansativa. ;)
Muito bem dito! Há uma ingenuidade e um medo. Que a realidade nos assusta é fato, mas, muitas vezes, fingir que ela não existe não traz conforto algum - pelo contrário: fica a certeza de que ela não mudará.
Ah, almas tantas! Resolveram, todas, caminhar rumo ao céu – e essa caminhada não permite apego àquilo que julgam ser seu, é preciso se desvencilhar de tudo e apegar-se ao motivo primeiro que fez com que estivessem ali: a fé. Ah, almas tantas! Cantam, intercedem, prosseguem! E que há de ser feito, senão prosseguir? A vida não nos permite paradas – nem frente às dores, aos medos, às desesperanças e ao cansaço: os olhos se lançam ao infinito, redescobrem horizontes, enxergam motivos para continuar. Ah, almas tantas! Estão no chão, mas é para o alto que saltam, é o alto que buscam – e o alto é bem aqui, dentro de mim, no mais profundo e não na facilidade da superfície, no âmago. Por que seguem juntas? Porque uma é sustento para a outra e, também, se a uma faltar a energia, a força das demais é suficiente para mantê-la de pé. Há almas nas janelas que assistem as outras passarem – e, por assistirem, passam com elas. Com elas, velas e rosas para abençoar a passagem dos demais: são alma...
Segue dando forma a teus silêncios, menino! Segue! Impressiona-te: eles dizem muito de ti. Leva consigo todas as tuas marcas, tuas formas... Encontra sustento em teus olhares – que ainda não vi. No não dito, há muito dizendo Como no dito, há muito que permanece calado. Impressiona-te: há coisas que são melhores ditas em silêncio. O teu silêncio, às vezes, é o que melhor te descreve – escreve.
O amor sem esperança não tem outro refúgio senão a morte. (José de Alencar) Não sei o que queres de mim Não sei se me queres assim Não sei se é este meu fim: Morrer por amar-te, Ser o brim de tua arte, Artesanato em tuas mãos, Dos pés, o teu chão. Chegaste como quem nada quer e Arrasaste meu coração, mulher Fizeste-me escabelo de teus pés Fizeste-me laço em teus cabelos Fizeste-me canto em teus ouvidos Fizeste-me um e foste dez! Deferiste os mais duros golpes, Foste baixa e ferina E eu, que nem sei brincar, Recebi a espada de tua esgrima. Feriste a um teu, fizeste teu galope Foste cobra, deste um bote Do poema, foste o mote Mataste a esperança ínfima Fizeste nascer a fonte Lágrima Deste origem à lástima Despiste tua máscara Meu coração esmiuçara E tinhas a voz tão calma E foste algoz, bicho feroz Devoraste minha alma. Mas de solidão sucumbirá Teu coração atrofiará Serás amarga, carcará Terás embargo, isola...
Desconfio da eficácia do pensamento positivo todo o tempo. Acho que está relacionado à ingenuidade que, aliás, não vejo como cativante, mas como cansativa. ;)
ResponderExcluirBeijão!
Blog: *** Caos ***
Muito bem dito! Há uma ingenuidade e um medo. Que a realidade nos assusta é fato, mas, muitas vezes, fingir que ela não existe não traz conforto algum - pelo contrário: fica a certeza de que ela não mudará.
ExcluirAbraço!