Pular para o conteúdo principal

Consciência

Lá do alto da minha consciência,
Espiam-me os olhos do menino que fui
E me provocam um certo desprezo por ter crescido.
Lá do alto da minha consciência,
Apontam-me os dedos do passado que construí
E me vem um certo arrependimento de tê-lo erguido.
Lá do alto da minha consciência,
Vêm as culpas que em mim se fundem
E me dói o que fiz e o que não fiz.
Lá do alto da minha consciência,
Equilibram-se os sonhos que me iludem
E me fazem querer o que antes não quis.

Aqui, vestido de toda violência,
Ergo pedras que lanço lá para o alto
E derrubo o pódio daquela que me faz ponderar:
Já não há mais consciência,
E, mesmo eu, em mim, falto.
Sou eu, o livre, pronto para errar. 

Comentários

Postagens mais visitadas