Pular para o conteúdo principal

Dá-me

Estou preso, dá-me a mão
Estou preso, dá-me chão
Estou morto, dá-me vida
Estou morto, dá-me a despedida
Estou perdido, dá-me luz
Estou perdido, truz.

Erro de poeta terá perdão?
Erro que produz melodias, erro-violão?
Erro que conduz meus dias, erro que me leva?
Erro que constrói, a dor cria e a dor encerra?

Dá-me a mão? Dá-me chão?
Dá-me vida e despedida?
Dá-me luz, dá fim ao truz?

Errei poeta, linha reta é meu chão
Errei poeta, muita vida em minha mão
Errei poeta, há gás na minha candeia
Errei poeta, bala veloz que cambaleia

Chegas só agora que encerrei minha defesa?
Vens só agora que me derramei sobre a mesa?
Agora já sequei meu coração
Chegaste tarde: dá-me não!

Comentários

Postagens mais visitadas