Àquela mulher
Há
uma mulher vestida de chita.
O que
ela quer? Por que tão aflita?
Há
uma mulher de cabeleira presa.
Dá
para saber o porquê da tristeza?
Ah,
mulher dissemelhante!
Onde
se encaixa neste mundo tão errante?
Ah,
mulher desinquieta!
Por
que, em linhas tortas, sua vida é tão correta?
Essa
mulher pariu o mundo
Essa
mulher é mãe do céu
Ela
vela pelo infecundo
Derrama
em tudo seu mel.
Quem
é ela, tão pequena?
Essa
miúda, quem é?
É
aquela que não condena,
Que
dá motivos à fé.
Há
uma mulher vestida de vida
É
dona do mundo, imunda não é.
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