Pular para o conteúdo principal

Sino dos Ventos

Fazem folia quando chega o vento:
Sorriem, dançam...
Entregam-se inteiros àquele instante
E já estão tão próximos e distantes de tudo
Que vivem o absurdo!

E é só deles aquele momento:
Conversam, não morrem, não cansam...
Entregam-se à abastança
E já não lhes cabe o grito mudo:
Querem o canto!

E cantam!
Para louvar o vento que passa,
Balouçam os sinos num bailado,
Num ritmo todo sagrado
E repicam!

Quando o vento se vai,
Seu ritmo também se despede
E resta neles a sede de ver o vento ventar.
Porque o vento venta
E o sino dos ventos o consagra – mas não sangra.

E é só o vento assobiar a melodia
Para serem tomados de alegria
E recomeçarem a cantoria.
Folia!




Comentários

Postagens mais visitadas