Poema Vazio
Chegou sem que eu permitisse
Sem sequer saber minha idade
Chegou sem saber quem eu era,
Sem saber minha verdade.
Onde encontrara tal direito?
Quem lhe deu tal liberdade?
Violado, não teve jeito
Assustado com a realidade.
Chegou sem Zepelim,
Partiu sem não nem sim
Foi-se!
(Quisera eu ter uma foice).
E agora?
Reinvento-me?
E agora?
Lamento?
E agora?
É minha a culpa?
E...
Um suspiro, uma virada de corpo
E um sonho já morto - o de ser meu.
E a Esperança?
Será saciada só no céu?
Não sei...
Você sabe?
Se encontrar o eu e a tristeza que em mim não cabe,
Peço-lhe: traga-me aquilo que já me pertenceu.
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