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Clamores e louvores

Oh, Força Magnífica que reside em mim:
Proteja-me de mim mesmo, que me subestimo
Defenda-me dos desejos com os quais teimo
Guia-me neste breu onde minha imagem se escondeu
Retira-me este marasmo, alimenta-me, movimenta-me
Aponte-me o caminho, não o encontro sozinho
Esteja comigo, viva, não só dentro e calada

Não me deixe apagar, incendeia-me
Não me deixe faltar, exceda-me
Não me deixe morrer, suscita-me

Oh, Força Estrondosa que me habita,
Liberta-me desta grita,
Leva-me (para onde não sei)
Fale em mim, por mim
Anuncie-me num clarim.

Oh, Força que é minha e não me pertence
Oh, Força das antíteses
Oh, Força que me permite viver
Oh, Força que me faz renascer,
Força que eu sou, Força que me é
Força que me veio, partiu-me ao meio
Força que me faz respirar!
Quem és tu, oh Força?

És força – e me basta. 

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