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Mar dos prazeres

Amor é ser rio e desaguar no outro – não por esforço, mas por naturalidade
É ser mar e aceitar as águas do rio – não por necessidade, mas por amar!

Amar é ser poesia e, sem fantasia, entregar-se
Amor é ser maresia e, na ressaca, encontrar-se

Ame e tornar-te-á o próprio amor
(Ou o amor seria a pessoa amada – não sei de nada)
Amemos e tornar-nos-emos um só
(Amor é um nó – na garganta, nas pernas, na barriga – que nos faz um)

Amor é eu estar aqui querendo estar aí,
É o eu que não se desvencilha do tu na procura insana do nós,
É este grito silencioso, este silêncio estrondoso, este chamado sem voz.

Amor é sentir e não saber ou saber e não sentir?
Disso não sei, o que sei é que ele não existe sem ti.
E ignorando, eu mesmo, os meus dizeres,
Mergulho em nós: é o mar dos prazeres.




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