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Mulher

Há em ti mais do que posso compreender,
Mais do que posso tentar dizer,
Mais do que o mais que se há para fazer,
Mais do que aquilo que não tem fim.

Há em ti mistérios que não desvendo,
Há amores que não entendo,
Há tudo em nada,
Há nada em cada.

É demais para minha pouca bagagem,
Essencial nesta minha viagem,
É metade de mim,
Sou metade em ti.

Ah, como eu queria escrever-te!
Mas não posso, as palavras são poucas.
É tanto que, nas horas loucas,
Rasga-me a roupa do saber!

Esqueço-me de mim, do fim:
Só teu nome te descreve,
Nenhuma outra palavra – qualquer que seja.
Deixo seu nome na bandeja
E o sirvo para quem quiser:
Para tamanha graça da Natureza,
Para tanta firmeza e beleza,
Escrevi-te: MULHER.

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