Saudade
Saudade é o sal que dá sabor à
ausência,
É aquilo que resta daquilo que já se
cumpriu,
É uma presença oculta que se
anuncia,
É o adeus daquilo que de nós ainda
não partiu.
Às vezes, por saudade,
Ponho-me a te procurar,
Mas sei que não vou te encontrar.
Por vezes, quando este desejo de ter
e reter me invade,
Sinto como se me faltasse o ar:
A respiração continua, mas há o
desejo de parar.
Porque saudade é água na boca,
Porque saudade é aperto no peito.
Que coisa é essa, assim, tão louca,
Que me faz incompleto, sem jeito?
Que coisa é essa que me faz vazio,
Não importa o quanto eu me preencha?
Que coisa é essa que me traz o frio,
Não importa o quanto o dia esquenta?
Essa “coisa” não é coisa, pois tem
nome:
Saudade, o sentimento que
não some.
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