Esperança
Nasce
de novo a cada instante – é mestre na arte de renascer. Há momentos em que fica
calada, é verdade; há momentos em que se esconde e parece que nunca mais vai
aparecer. Mas ela sempre volta. Para mim, ao menos, ela sempre voltou.
Ela
me empresta esse dom de renascer: dá-me forças, dá-me sonhos, dá-me fé – ou é
fruto dela, não sei dizer. Vem e faz de meus términos recomeços; de minhas
desinquietações, forças; faz de mim eterna novidade. Ela nasceu comigo e eu
nasci com ela. Sem ela não me deito, não me levanto – nada faço.
Percebo,
então, que só posso viver com ela. Percebo mais: ela, frágil que é, só poder
viver se houver fé. Frágil e pequena, mas não morre fácil – a vida (e a música “When
You Believe”) nos ensina isso. Por isso viver não perde o sentido. E, já que
ela renasce todo tempo, é sempre tempo de celebrá-la. Assim, só me resta
agradecer e parabenizar... parabenizar a esperança, que não morre.
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