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Águas rolaram

O mar se fechou,
Não deu passagem.
Em mágoas, afogou
Os que não pertenciam àquela viagem.

O mar era de lágrimas,
De sangue,
O mar era páginas
De um livro que se fechava,
Uma história que se apagava.

O mar morava dentro daquele homem
Que, triste, resolveu todo o amor afogar.
O mar eram as esperanças que somem
Quando tudo se desilude pelo olhar.

Todos que estava ali dentro, naufragaram;
Os que estavam fora, de lágrimas se molharam.

O pranto rolou,
O canto calou,
O mar desaguou
(E, ironicamente,
Porque a fonte secou).

Hoje, esse homem perdido em tristeza,
Olha-me, meio que sem olhar,
Diz para eu não me perder na fraqueza
Nem me afogar no mar de amar.



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