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A benção, Pai

A benção, Pai!
A benção porque a agonia não sai,
O medo não vai
E a humanidade não consegue conter seus “ais”.

Ah, meu Pai!
Por que não aceitar
Que seu Menino nasce todos os dias?
Por que não acreditar
Que Ele está sempre em nosso meio,
Fazendo folia?

Pai! Meu Pai!
Por que a solidariedade
Não é coisa de todo o tempo?
Por que a humanidade
Não é boa a todo momento?
Por que, meu Pai?

Ah, se entendêssemos
Que a felicidade é coisa de agora!
Mas não, sempre a deixamos para outra hora!
Agora é tempo constante,
Existe a todo instante
E é, na verdade, todo o tempo que temos!
Meu Pai, por que não aprendemos?

Meu Pai, aponte-me o caminho
Que eu não quero andar sozinho.
Quando tudo se desalinhar,
Não me deixe desanimar.
E, se não esquecer as dores velhas,
Pegue-me pelas orelhas
E me mostre o valor das cicatrizes!

Assim, talvez, diminuam minhas penumbras!
Assim, quem sabe, eu seja melhor!
Não, Pai, não me deixe ser pior!
Que todos os dias sejam meu Natal
E que eu não me prenda ao mal.


A benção, Pai! 

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Carpe diem

O tempo não existe.
Como podereis dizer que o tempo passa
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O tempo não existe.
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SINAIS DOS TEMPOS

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É o fim.

Discurso Fúnebre

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