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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Consciência

Lá do alto da minha consciência, Espiam-me os olhos do menino que fui E me provocam um certo desprezo por ter crescido. Lá do alto da minha consciência, Apontam-me os dedos do passado que construí E me vem um certo arrependimento de tê-lo erguido. Lá do alto da minha consciência, Vêm as culpas que em mim se fundem E me dói o que fiz e o que não fiz. Lá do alto da minha consciência, Equilibram-se os sonhos que me iludem E me fazem querer o que antes não quis.
Aqui, vestido de toda violência, Ergo pedras que lanço lá para o alto E derrubo o pódio daquela que me faz ponderar: Já não há mais consciência, E, mesmo eu, em mim, falto. Sou eu, o livre, pronto para errar.